Celebro a vida! Celebro bebendo
do cálice que traz à memória o evento causador da alegria completa. Não é o
cálice oferecido numa festa, na qual os convidados se servem à vontade,
brindando a passagem de mais um ano, o aniversário de alguém, ou ainda, bodas
de casamento. Refiro-me, ao cálice que celebra a vida, vida de verdade, não
cronometrada em dias, meses e anos.
O cálice que tomo não embriaga para a alteração do humor, não leva à
fantasia, nem deprime. A dose no cálice abre os olhos do meu entendimento para
o que é de fato real. Então, minha alma se alegra e
canta.
No interior do cálice, o mais doce e acre sabor. Ao deglutir, eles me
comunicam, numa linguagem sensorial, o
processo de absorção dos sabores pelo meu corpo. Dessa forma, é a experiência, quando
me aproprio da vida e da morte pelo cálice. Mistura em mim o doce e o amargo,
torno-me mais forte, porque a celebração resgata a memória de um amor
sacrificial, que me atrai pela beleza da doação, e eu recebo a vida.
Quando levanto o cálice, lembro-me das dores que o amor é capaz de suportar,
então, o sabor amargo sobrepuja o doce ao meu paladar. Nesse momento choro,
porque conquistada por esse amor, as dores sofridas no sacrifício, afetam a
minha alma e ela grita: não sou merecedora! Então descubro.... Morri com Ele!
Meu paladar também distingue o
sabor doce servido no cálice. Quando degusto, revivo a experiência com a
admirável beleza desse amor, a mim apresentado. Meu espírito vivificado e minha
alma em contentamento se mostram satisfeitos, pois experimentaram a glória
desse amor. Percebo que recebi vida. Ressuscitei com Ele!!
O vinho tinto, cor de sangue, no
cálice, anuncia a morte geradora da vida em mim, porque torna possível um
relacionamento no estágio mais intenso de tornar-me um, com aquele que se
entregou num sacrifício de amor. Então...vivo com Ele!
Quão bom e quão suave é desfrutar
desse momento de celebração, com pessoas que, semelhantemente, se deixam
envolver pelo mais sublime evento, a ceia. Memorial que anuncia a morte, até que nos encontremos com o autor da vida.
Esse é o cálice da Nova Aliança, efetuada por Cristo Jesus.
Nelma Silva.

Simplesmente lindo, Glória a Deus, que o Senhor continue te inspirando.Bjoss
ResponderExcluirMuito obrigada!
ExcluirAgradeço em nome da autora.
Amém. Abraço.
ResponderExcluirMaravilhoso. A autora conseguiu definir muito bem a relação entre a celebração da nova vida em Cristo, através do seu sacrifício vicário, com a sua representação na Ceia do Senhor.
ResponderExcluirObrigada. Abraço
ExcluirConcordo plenamente com você e desde já agradeço representando a autora Nelma.
ExcluirExcelente texto,reflete o compromisso envolvido em uma parte simbólica da celebração que só é comum a quem esta em um nível de comunhão genuinamente espiritual.
ResponderExcluirMuito obrigada. Foi exatamente esse o objetivo da autora.
ExcluirSimplesmente belo,com certeza não foi difícil pra vc minha linda, escrever esse belo texto,pois o Espírito Santo que em vc habita te iluminou e ditou cada cada palavra.
ResponderExcluirAmo o Espírito Santo,ele é muito lindo.
Ele usa as pessoas,Ele usou a Nelma.
Absorver cada palavr minha linda escritora, e faço essa singela oração: Espírito Santo continue inspirando a tua serva.
Obrigada. Deveras, o Espírito Santo é lindo. E, amém, quero sim essa bênção.
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