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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Bebo do cálice



Celebro a vida! Celebro bebendo do cálice que traz à memória o evento causador da alegria completa. Não é o cálice oferecido numa festa, na qual os convidados se servem à vontade, brindando a passagem de mais um ano, o aniversário de alguém, ou ainda, bodas de casamento. Refiro-me, ao cálice que celebra a vida, vida de verdade, não cronometrada em  dias, meses e anos.

O cálice que tomo não embriaga para a alteração do humor, não leva à fantasia, nem deprime. A dose no cálice abre os olhos do meu entendimento para o que é de fato real. Então, minha alma se alegra e canta.

No interior do cálice, o mais doce e acre sabor. Ao deglutir, eles me comunicam, numa linguagem sensorial, o processo de absorção dos sabores pelo meu corpo. Dessa forma, é a experiência, quando me aproprio da vida e da morte pelo cálice. Mistura em mim o doce e o amargo, torno-me mais forte, porque a celebração resgata a memória de um amor sacrificial, que me atrai pela beleza da doação, e eu recebo a vida.

Quando levanto o cálice, lembro-me  das dores que o amor é capaz de suportar, então, o sabor amargo sobrepuja o doce ao meu paladar. Nesse momento choro, porque conquistada por esse amor, as dores sofridas no sacrifício, afetam a minha alma e ela grita: não sou merecedora! Então descubro.... Morri com Ele!

Meu paladar também distingue o sabor doce servido no cálice. Quando degusto, revivo a experiência com a admirável beleza desse amor, a mim apresentado. Meu espírito vivificado e minha alma em contentamento se mostram satisfeitos, pois experimentaram a glória desse amor. Percebo que recebi vida. Ressuscitei com Ele!!

O vinho tinto, cor de sangue, no cálice, anuncia a morte geradora da vida em mim, porque torna possível um relacionamento no estágio mais intenso de tornar-me um, com aquele que se entregou num sacrifício de amor. Então...vivo com Ele!

Quão bom e quão suave é desfrutar desse momento de celebração, com  pessoas que, semelhantemente, se deixam envolver pelo mais sublime evento, a ceia. Memorial que anuncia a morte, até que nos encontremos com o autor da vida. Esse é o cálice da Nova Aliança, efetuada por Cristo Jesus.

 Nelma Silva.


10 comentários:

  1. Simplesmente lindo, Glória a Deus, que o Senhor continue te inspirando.Bjoss

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  2. Maravilhoso. A autora conseguiu definir muito bem a relação entre a celebração da nova vida em Cristo, através do seu sacrifício vicário, com a sua representação na Ceia do Senhor.

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    1. Concordo plenamente com você e desde já agradeço representando a autora Nelma.

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  3. Excelente texto,reflete o compromisso envolvido em uma parte simbólica da celebração que só é comum a quem esta em um nível de comunhão genuinamente espiritual.

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    1. Muito obrigada. Foi exatamente esse o objetivo da autora.

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  4. Simplesmente belo,com certeza não foi difícil pra vc minha linda, escrever esse belo texto,pois o Espírito Santo que em vc habita te iluminou e ditou cada cada palavra.
    Amo o Espírito Santo,ele é muito lindo.
    Ele usa as pessoas,Ele usou a Nelma.
    Absorver cada palavr minha linda escritora, e faço essa singela oração: Espírito Santo continue inspirando a tua serva.

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    1. Obrigada. Deveras, o Espírito Santo é lindo. E, amém, quero sim essa bênção.

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