Pesquisar este blog
terça-feira, 28 de março de 2017
domingo, 26 de março de 2017
Homenagem aos Aniversariantes do Primeiro Trimestre
Parabéns aos aniversariantes do primeiro trimestre! Que seus dias sejam cheio da presença de Deus,
guiando seus passos e suas decisões, para que suas conquistas e vitórias sejam
constantes em seus dias. Parabéns por hoje, mas felicidades sempre.
sexta-feira, 24 de março de 2017
Os três mistérios que envolvem a salvação
Texto: “2Co 3.7-18
Introdução:
Paulo nos ensina que a salvação
envolve um grande mistério. Mas que mistério é este que envolve a salvação? O
próprio Paulo nos fala claramente sobre este mistério é um mistério que envolve
nossa recriação por Cristo e em Cristo. É um mistério que nos recria em Cristo
e por Cristo. Nosso propósito nesta reflexão é que conheçamos um pouco sobre
este mistério para podermos entender como a salvação envolve uma total e
absoluta transformação pessoal.
I – MISTÉRIO DEFINIÇÃO - Mistério
vem do grego, mystérion, coisa secreta, tem relação com a ação de calar a boca;
o verbo é mýein, fechar, se fechar, calar, mýstes, que se fecha, o que guarda
segredo, o iniciado. Em geral, é algo secreto, escondido, de significado ou causa
oculta; um fenômeno que ocorre e não se tem conhecimento de quais as causas;
algo que não se pode explicar. Também pode ser sinônimo de suspense.
II- QUE MISTÉRIOS ENVOLVEM A
SALVAÇÃO –
1. A encarnação de Cristo – Jo 1.
1-5 – O Deus criador, governador do universo, soberano e Senhor fez-se carne,
fez-se homem, e estando em forma humana fez-se escravo, e por último fez-se o
Cristo – Fp 2.5-11; Cl 1.9-19. Isto é um grande mistério que está oculto
daqueles que não são salvos. Por isso, Jesus declarou; Jo 6. 37;44 e 65; Jo
10.25-29; Jo 17.8,9, 24-26
2. A recriação do pecador - Jo
3.1-8 Deus ao criar originalmente o homem o fez para que este fosse para louvor
da Sua glória, por isso o fez sua imagem e semelhança, no entanto, o pecado deformou
o homem transformando-o num rebelde a Deus e aos Seus princípios, portanto, num
obstinado pecador. Necessariamente, a salvação passa pela recriação da imagem
de Deus no homem. Vinn Coller declarou: “A salvação não é meramente um ato
jurídico através do qual Deus determina se somos perdoados ou não; salvação
também é um ato de recriação divina”. 2 cor 5.17; Ef 2.1-7.
3. Deus habitando no pecador
recriado – Jo 14.15-20 - Clive Staples Lewis (1898 - 1963), conhecido dos
estudantes de assunto teológicos por C.S.Lewis, declarou o seguinte: ”O que podemos
entender se a doutrina cristã for verdadeira, é que a nossa própria existência complexa
não é o desvio anômalo que parece, mas a débil imagem da corporificação divina.”
Jesus declarou que os seus
discípulos tornar-se- iam representantes de Deus porque trariam em si mesmos a
imagem do próprio Deus. Sua mensagem não foi e ainda não pode ser compreendida
por aqueles que não possuem a mente de Cristo. Vinn Coller quanto a isto diz: “Ele nos recria para sermos o que deveríamos
ser desde o princípio. Ele nos salva do pecado, de nós mesmos, Jesus nos faz
novos nos dando seu próprio eu por inteiro. Esta é a obra redentora tem enormes
implicações; 1. Deus restaura nossa verdadeira identidade; 2. Nos coloca numa posição
na qual realmente compartilhamos a força de cristo” Cl 1.24-29
Conclusão: Concluímos, portanto,
que a salvação está envolvida nestes três grandes mistérios que somente os
escolhidos, eleitos, separados por Deus em Cristo conseguem compreender e viver.
A encarnação do Deus criador, governador do universo, soberano, e senhor que se
fez homem, a recriação do pecador na imagem do próprio Deus e a presença de
Deus permanentemente habitando neste pecador restaurado, recriado, refeito
testemunho da glória de Deus. 2co 3. 7-18.
quarta-feira, 22 de março de 2017
O VERDADEIRO JEJUM BÍBLICO
O jejum é
uma abstinência voluntária de alimentos por um período definido e propósito
específico. Ele pode ser total ou parcial. Vem sendo praticado pela
humanidade em todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com
finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos
benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo.
Com o
assustador advento da nova era, a filosofia oriental e suas religiões têm sido
amplamente divulgadas em nossa cultura, muitas dessas religiões pagãs trazem
consigo uma prática assídua do jejum e da alimentação vegetariana, o que tem
levantado em nosso meio um certo preconceito a esses assuntos.
Graças a
Deus a igreja de nossos dias está redescobrindo o que a Bíblia diz acerca do
jejum. Ensinos distorcidos ou simplesmente nenhum estímulo ao jejum também são
freqüentes ainda em nossos dias.
Creio que a
Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor
algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases, confundindo-se ao
antigo gnosticismo cristão. Penso que Deus queira despertar-nos para a
compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para
o cristão.
Não há
regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto
é algo pessoal. O princípio básico para essa prática é: "Abster-se
voluntariamente de alguma coisa importante a fim de dedicar maior tempo a
Deus".
Tendo em
mente esse princípio afirmo ser possível praticarmos em nossos dias jejum de
televisão, festas, excesso de trabalho, ou qualquer outro elemento em nossas
vidas.
Na Antiga Aliança o Jejum era Obrigatório? E
Hoje?
No Antigo
Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia por ano de jejum
instituído: o do Dia da Expiação (Lv. 16:29, 31 e 23:27), que também ficou
conhecido como "o dia do jejum" (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu
como "o jejum" (At.27:9). Depois no período do exílio foram
estabelecidos para cada ano, quatro dias de jejum nacional: 1) Pela queda de Jerusalém
(Jr 52:6); 2) Pela destruição do templo (2 Rs 25:8, 9 e Jr 52:12); 3) Pelo
assassinato de Gedalias (2 Rs25: 25; Jr 41:1,2); 4) princípio do cerco (2 Rs
25:1; Jr 52:4 e Zc 8:19,20).
Ainda na
Antiga Aliança encontramos o jejum relacionado ao:
- Luto pelos
mortos (1 SM 31:13 e 2 Sm 1:12)
-
Infortúnio e profunda tristeza (Jz 20:25; 1 Sm 1:7; 20:34; Ne 1:4; Sl
35:13; 109:24 e Jl 1:14; 2:12,15)
- Com
expressão de dor e arrependimento pelos pecados (Dt 9:18; 1 Sm 7:6; 1 Rs 21:27;
Ed 10:6; Ne 9:1; Sl 69:10; Jn 3:5)
Mas no Novo
Testamento percebemos que a prática do jejum continua, sem haver ênfase na
prática do mesmo como forma de obedecer a lei, mas sim a ênfase esta na
disciplina individual de quem o pratica.
Apesar de
não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao
jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas
infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo.
Muitos
educadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem
específica para o jejum, então não deveríamos jejuar. Mas quando consideramos o
ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que
jejuássemos: "Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas;
porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em
verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando
jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens
que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te
recompensará." Mateus 6:16-18.
Embora
Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós
esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao
jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos
mostrou que tal prática produz resultados!
Algumas
pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é
importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus
não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a
Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos
do reino de Deus.
Quando
estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as
pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo
correto de jejuar!
O próprio
Jesus praticou o jejum, os líderes da Igreja também o faziam. (Atos 13:1-3;
14:23 e 27:9). Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o
jejum continuou sendo observado como prática dos cristãos durante muito tempo
depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e
praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.
Embora o
próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no
deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando
ao povo - Mc. 6:31, quer por passar as noites só orando sem comer - Mc.6:46),
devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus
de seus dias.
Era costume
dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc. 18:12), mas Jesus e seus
discípulos não o faziam. Aliás, chegaram a questionar Jesus acerca disto:
"Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus
freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem.
Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento,
enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o
noivo; naqueles dias, sim, jejuarão." Lucas 5:33-35.
O Mestre
mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse
"tirado" do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles
haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre
sua morte, ressurreição e reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que
eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte.
Contudo,
Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus
dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas
jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a fazê-lo
em secreto, sem alarde.
O jejum
pode ser uma prática vazia se não for feito da maneira correta. Isto aconteceu no
Antigo Testamento, quando o povo começou a indagar: "Por que jejuamos nós,
e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em
conta?" Isaías 58:3a.
E a
resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:
"Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e
exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para
rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará
ouvir a vossa voz no alto." Isaías 58:3b, 4. Por outro lado, o versículo
está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a
voz deles seria ouvida.
Tiago 1:27
"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta:
visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado
do mundo."
A motivação do seu coração é a chave para um
jejum eficiente.
Muitos
confundem a disciplina de jejuar para reservar mais tempo ao Senhor com o
ensino errôneo de autoflagelação. E ainda com o ensino distorcido de barganhar
com Deus. O jejum deve ser praticado com o propósito de autodisciplina, ou
seja, de submetermos a nossa velha natureza a vontade de Deus. O ensino de algumas religiões chega a ser
pecaminosa, nenhuma forma de auto-justiça, auto-piedade, auto-sacrifício será
aceita por Deus.
Deus não é
um Deus sanguinário que aguarda pelo sofrimento e flagelação de seu povo para
em troca abençoá-lo. Não tente cambiar, barganhar, fazer negócio com Deus para
em troca obter respostas as suas orações.
Salmos
51:16 "Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e
não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito
quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus."
Isaías 58:5-6
"Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma,
incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza?
Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR? Porventura, não é este o
jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras
da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?"
É uma
ilusão pensar que qualquer sacrifício pessoal de nossa parte possa comover o
coração de Deus, o único sacrifício que Ele reconhece foi aquele oferecido por
Jesus na cruz do Calvário! Jejuar e orar acreditando que com esse
"sacrifício" você vai conseguir persuadir a Deus a satisfazer seus
desejos narcisistas e hedonistas é pecado! Ainda que inconscientemente é um
meio de tentar competir com aquilo que Jesus já realizou na cruz do Calvário.
Precisamos
e devemos jejuar para exercitarmos nossa vida de oração. Os pais da igreja
primitiva reuniam-se semanalmente para consagrar suas vidas e buscarem a Deus,
esses encontros eram marcados por jejum e oração.
Sempre que
me dedico a longos períodos de jejum e oração, fico muito mais sensível a voz
do Espírito Santo. Tenho maior discernimento espiritual das circunstâncias que
estão ao meu redor. Sempre que meu organismo reclama por alimento, lembro-me
que preciso orar mais um pouco.
Porém assim
que observo estar passando mal, ou que meu rosto já está tão desfalecido que
todos percebem, oro a Deus entregando aquele período de jejum e procuro
alimentar-me.
Quando
entramos em longos períodos de jejum e oração, precisamos preparar nosso
organismo para o mesmo, e mesmo depois ao terminarmos períodos com mais de 7 ou
10 dias de jejum ininterrupto, precisamos absorver alimentos leves.
Para quem
nunca jejuou e orou, parece impossível passar 10 dias seguidos em jejum total
de alimentos, apenas bebendo líquidos. Porém quero lhe dizer que a maior
dificuldade será o apenas os três primeiros dias, depois deles a dor de cabeça
vai embora, a dificuldade para pegar no sono desaparece e seu organismo começa
a absorver energia de suas reservas.
Porém se
você não esta acostumado a passar longos períodos em jejum, não fique
frustrado. Você pode jejuar três dias seguidos e todas as noites fazer um
lanche leve ou ainda fazer jejum de apenas 24 horas. Lembre-se que o Espírito
Santo nos ajuda em nossas fraquezas.
Não
recomendo a ninguém praticar o jejum absoluto, aquele em que até o líquido foi
eliminado. Existem evidências de que Moisés quando recebeu as tábuas da lei
praticou esse tipo de jejum, (Êx 34:28 e Dt 9:9) e Elias (1 Rs 19:8). Acredito
que ele só possa ser praticado por um meio sobrenatural.
O próprio
Senhor Jesus ao jejuar no deserto, depois de 40 dias e 40 noites teve
"fome" e que foi tentado a "comer" e não a beber. O texto
não fala que Ele teve sede, o que nos leva a crer que Ele tenha feito
abstinência apenas de alimentos e não líquidos (Mt 4:1-3, 11). Outro aspecto
interessante é que Ele foi levado, impelido, conduzido pelo Espírito Santo a
esse longo período de jejum e que "não teve fome" durante os dias de
consagração.
Podemos
perfeitamente jejuar e orar enquanto seguimos nossa rotina semanal, de estudos,
trabalhos e demais compromissos. Veja o que diz 1 Reis 19:8 "Levantou-se,
pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e
quarenta noites até Horebe, o monte de Deus". Quem quer encontrará um
meio, quem não quer encontrará uma bela desculpa.
"O
jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas,
jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de
Deus". K. H.
Vejamos alguns exemplos bíblicos de jejum:
Consagração
- O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de
alimentos (Nm. 6:3,4);
Arrependimento
de pecados - Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de
seus pecados (I Sm. 7:6, Ne.9:11);
Luto - Davi
jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de
Abner. (II Sm. 1:12 e 3:35);
Aflições -
Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à
morte (II Sm. 12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava
sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);
Buscando
Proteção - Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção
de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela,
para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16);
Em
situações de enfermidade - Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos
(Sl. 35:13);
Intercessão
- Daniel orando por Jerusalém e seu povo - 21 dias (Dn. 9:3, 10:2, 3);
Preparação
para a Batalha Espiritual - Jesus mencionou que determinadas castas só sairão
por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.
17:21);
Estar com o
Senhor - Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc. 2:37);
Preparar-se
para o Ministério - Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do
Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc. 4:1, 2);
Ministrar
ao Senhor - Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao
Senhor (At.13:2);
Enviar
ministérios - Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados
(At.13:3);
Estabelecer
presbíteros - Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados o faziam também
sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o
jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).
Nas
Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co. 6:3-5; 11h23min-27).
Diferentes Formas de Jejum
Jejum
PARCIAL. - Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou
quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por
causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de
Daniel:
"Naqueles
dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem
carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se
passaram as três semanas." Daniel 10:2,3.
O profeta
Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável.
Provavelmente se restringiu a uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao
certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente.
E embora
tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar,
dedicou-se a ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito
um jejum normal (Dn. 9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de
jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma
revelação tremenda.
Jejum
NORMAL. - É a abstinência de alimentos, mas com ingestão de água. Foi a forma
que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. "Jesus, cheio do Espírito
Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante
quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos
quais teve fome." Mateus 4:2.
Jejum TOTAL
- É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas
menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo
três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os
rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há
dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo
Testamento:
Ester, num
momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um
decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: "Vai, ajunta
a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem
bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também
jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer,
pereci." (Ester 4:16).
Paulo, na
sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação
que recebera: "Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem
bebeu" (Atos 9:9).
Não há
qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de
Moisés e Elias numa condição sobrenatural). Veja Dt 9:9, Ex 34:28 e 1 Rs
19:8.
A medicina
adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo.
Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará
lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.
A Duração do Jejum:
1 dia - O
jejum do Dia da Expiação
3 dias - O
jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);
7 dias -
Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm. 31:13);
14 dias -
Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33)
21 dias - O
jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn. 10:3);
40 dias - O
jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc. 4:1, 2);
Bíblia fala
de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re. 19:8) jejuando períodos de quarenta dias.
Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de
Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é
impossível.
Mas ele foi
envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na
força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou
com um belo "depósito", uma comida celestial. Jesus, porém, fez um
jejum normal com esta duração.
Muitas
pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum... Não aconselho
ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará
"preso" no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho
bíblico:
"Quando
a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de
tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não
cumpras". Eclesiastes 5:4-5.
É
importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no
coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no
meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a
intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter
feito os planos para isto.
O Jejum Prolongado:
Há algo
especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus.
Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu,
pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter
recebido de Deus uma direção para tal.
Vale
ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com
o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada,
e também na quebra do jejum prolongado (mais de três dias).
Podemos
Falar que Estamos Jejuando?
Algumas
pessoas são extremistas quanto à discrição do jejum, enquanto outras, à
semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus
condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens
para atestar sua espiritualidade.
Ele não
proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando
isto ao contar o jejum que Jesus fez... Como souberam que Cristo (que estava
sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele
contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua
experiência com os seus discípulos.
Eu,
particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de
outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico
sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe,
precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar
à nossa edificação e somente atacam e criticam.
Lembro-me
que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência, teve a duração de 24 horas,
cortei só o alimento e tomei muito líquido ao longo do dia.
Desafio:
Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e
épocas em que quase não sentiremos a necessidade de fazê-lo. Já passei longos
períodos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias
e, mesmos estes, foram poucos. E houve épocas em que, seguidamente sentia a
necessidade de fazê-lo.
Porém,
penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam
praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma "urgência" espiritual para
isto.
Devemos ser
sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. Isto vale não só
para começar a jejuar, mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria
prolongar mais e senti que não deveria fazê-lo, pois a motivação já não era
mais a mesma... ou estava tão atarefado que o jejum espiritual havia se
transformado em uma "greve de fome", pois eu não estava orando.
Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!
Jelson Becker é pastor. Reside atualmente em Recife-PE, onde desenvolve a base do
ministério Avivamento Extravagante. Ministra em média 35 mil pessoas ao ano em
seminários e encontros no Brasil e no exterior. Entre os temas abordados,
estão: ativação de dons espirituais, princípios de transferência de unção,
adoração profética, princípios que antecedem o avivamento, espíritos
aprisionados e como implantar uma equipe de profetas intercessores em sua
igreja. Lidera a Escola de Ativação Profética em Recife com o apoio de
tele-salas de aula, que objetivam ensinar o evangelismo profético a igrejas no
mundo.
Assinar:
Postagens (Atom)










