A vida cristã é repleta de desafios a serem vividos para o
louvor da glória de Deus. Seu caminho é conduzido pela verdade do Evangelho de
Cristo, verdade apenas compreendida em sua essência por quem realmente acredita
na “loucura da pregação do Evangelho”, crentes aptos a aceitarem as coisas do
Espírito e a julgarem bem todas as coisas.
Andar em amor, penso, é o maior desafio do cristão. Toda a
Bíblia aponta para o amor: amor de Deus, amor de Cristo, amor do Espírito Santo
e o desejo de Deus que amemos.
O amor da trindade é perfeito, mas o nosso carece de
perfeição. É no relacionamento com o outro que encontramos sentimentos
desafiadores na prática do amor: frustrações, decepções, raiva, dor... Por isso
nós mulheres devemos cultivar um relacionamento pessoal com Deus,
apresentar-lhe nossas imperfeições, inquietações e dores, bem como buscarmos na
palavra orientação, a fim de que esses sentimentos não estraguem nossa beleza
nem a capacidade de amarmos.
A busca de orientação específica para os desafios encontrados
é indispensável, Deus conhece a intimidade de cada pessoa, não generaliza nem
cria regras para a solução de um mesmo problema em pessoas diferentes, pois
envolve a personalidade, as circunstâncias e a relação entre os sujeitos em
questão.
Mulheres, é importante confrontar-nos diante dos problemas,
erros e falhas, certificarmo-nos do lugar que Deus ocupa em nossa vida,
refletirmos profundamente sobre a aplicação da palavra no conhecimento de nós
mesmas, do outro e na busca do real desejo de Deus para nós. É importante
também, buscarmos conselho com as mais velhas, aquelas aptas a instruírem as
mais jovens, pelo testemunho, caráter e maturidade na vida cristã, pensarmos no
que as pessoas mais íntimas nos dizem sobre qual comportamento mudar, e
esforçarmo-nos a fazer o que for preciso para vivermos melhor. Assim estaremos vencendo os desafios de andar
em amor, encontrando orientação para uma vida consciente das nossas atitudes,
cheias do conhecimento de Deus e sabedoria para nos posicionarmos.
A igreja precisa de mulheres firmes, conhecedoras de seu
papel na família, na sociedade e seu lugar em Cristo, dispostas a viverem a
“loucura do Evangelho” e não regras humanas, viverem a supremacia de Cristo,
que é o cabeça do homem e o que restaura a dignidade das mulheres, convencidas
de que aquele que começou a boa obra há de aperfeiçoá-la na perseverança para o
alvo, orando, lendo e buscando conselho, seguindo com o propósito de viver os
desafios para o louvor da glória de Deus.
Sejamos nós uma benção.
