Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus.
(Ef 2:19)
O que significa ser da família de Deus? Pertencer à família de Deus é algo muito especial. O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Efésios diz, àquela igreja, que era gentílica, que eles não eram mais estrangeiros, nem peregrinos, mas são da família de Deus. Essa verdade também se aplica a nós que somos a igreja de Cristo. Fomos adotados com grande amor e temos um pai amoroso e, consequentemente, cuidadoso.
É uma família grande, na qual o pai não admite confusão. O amor é sempre o elo da unidade nessa família. Quem não ama, não pertence a ela. O sangue do primogênito, que se sacrificou por todos, foi o que possibilitou o vínculo entre o Pai e os irmãos. É uma família interessante: o Pai conhece cada filho e escolheu, (porque essa é uma família patriarcal) a tarefa para cada um deles e para isso deu dons e habilidades. Realizamo-nos no desenvolvimento desses dons, porque neles reafirmamos o nosso ser.
Essa família tem filhos de todo tipo: os que valorizam o que receberam e se esmeram para fazer o melhor; os que nem se preocupam em saber o que o pai quer; os que sabem mas, não valorizam e fazem de qualquer maneira; os que querem fazer o que o irmão faz e não atenta para o dom que lhe foi dado para o seu verdadeiro trabalho; os que ficam só pedindo ao pai, esperando os benefícios que Ele pode lhe dar, sem ter o mínimo senso de sua posição enquanto filho do pai generoso, não é obediente e quer usufruir; os que dizem vou fazer e não fazem e os que dizem não vou fazer mas acabam atendendo ao Pai.
Fico pensando em João Batista, um dos que recebeu dons para realizar a sua tarefa: anunciar a vinda do primogênito e também batizar com água aqueles que cressem e se arrependessem. A obediência dele lhe fez provar a mais esplêndida experiência - identificar o Messias. Ele viu, batizou e testificou que Jesus era ( e é) o filho de Deus. Ele não conhecia seu irmão, mas, recebeu a revelação do que fazer para conhecê-lo.
Agir segundo a revelação, deve ser alvo dos filhos. João se dedicou a aprender no deserto e foi lá que se aproximou mais do Pai. Assim, fundamentou-se na revelação que recebeu. Ele teve o cuidado de seguir o que já estava posto: não questionou, não trouxe uma ideia nova para acrescentar à revelação e foi obediente.
Nós, filhos da família celestial, precisamos entender com clareza os propósitos de Deus, para experimentarmos o ápice do resultado da nossa tarefa. Descobri que identificar a presença de Cristo, o irmão mais velho, continua sendo a vontade Pai. À medida que os filhos vão colocando em prática suas tarefas, vão descobrindo que Jesus está ali com eles e vão se alegrando com a Sua presença. Esse Pai é deveras Bom. Através do primogênito, os filhos adotivos podem usufruir de toda riqueza que Ele tem. Além disso, os filhos adotivos podem contar com a presença do mais velho, que é digno de toda confiança, amigo sem igual e zela pela proteção deles; além de ter todas as habilidades para o que se fizer necessário. Ser família de Deus assegura bênçãos que enriquecem a existência humana em todas as suas dimensões.
Nelma Silva
13/08/2020





