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segunda-feira, 13 de julho de 2020

O relógio de Deus



No relógio de Deus
Não ouço o tic tac.
No relógio de Deus
O tempo não é dividido.
No relógio de Deus,
Há esperança
No relógio de Deus,
Há tempo para tudo.
É magnífico.
O relógio de Deus,
É tão grande!
Cabe o nosso tempo.
Cabe, nosso tempo dividido,
Segundos, minutos, horas,
Dias, meses e anos
O tempo contado.
O nosso tempo no d'Ele.
O tempo d'Ele, no nosso.
O d'Ele, não faz tic tac
É como se estivesse parado.
Mas, é incrível
Tem tudo controlado.
O relógio de Deus
Não faz tic tac
O relógio de Deus
Faz fé fé fé fé fé
O tic tac nos aflige,
O tempo está passando.
A fé nos estimula:
Já está acontecendo.
Já está determinado.
O nosso amanhã revelará,
O relógio de Deus trabalhou.
E, no nosso tempo, marcou
O tempo de chorar
O tempo de rir
O tempo de plantar
O tempo de colher
O tempo de prantear
O tempo de dançar
O tempo de perder
O tempo de resgatar…
O relógio de Deus não para,
Considera a estação,
Considera a razão,
Ele acerta os ponteiros
Para o controle da emoção.
No som da fé ecoa...
Espera, calma, descansa.
Ele desperta a confiança.
Eu acertei o meu relógio
Pelo relógio de Deus.
De fé em fé, como o tic e tac,
Espero o tempo d'Ele.
Ouvindo o som do relógio d'Ele.
Fé, fé, fé, fé.
Assim vou vivendo.

Nelma Silva

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Bebo do cálice



Celebro a vida! Celebro bebendo do cálice que traz à memória o evento causador da alegria completa. Não é o cálice oferecido numa festa, na qual os convidados se servem à vontade, brindando a passagem de mais um ano, o aniversário de alguém, ou ainda, bodas de casamento. Refiro-me, ao cálice que celebra a vida, vida de verdade, não cronometrada em  dias, meses e anos.

O cálice que tomo não embriaga para a alteração do humor, não leva à fantasia, nem deprime. A dose no cálice abre os olhos do meu entendimento para o que é de fato real. Então, minha alma se alegra e canta.

No interior do cálice, o mais doce e acre sabor. Ao deglutir, eles me comunicam, numa linguagem sensorial, o processo de absorção dos sabores pelo meu corpo. Dessa forma, é a experiência, quando me aproprio da vida e da morte pelo cálice. Mistura em mim o doce e o amargo, torno-me mais forte, porque a celebração resgata a memória de um amor sacrificial, que me atrai pela beleza da doação, e eu recebo a vida.

Quando levanto o cálice, lembro-me  das dores que o amor é capaz de suportar, então, o sabor amargo sobrepuja o doce ao meu paladar. Nesse momento choro, porque conquistada por esse amor, as dores sofridas no sacrifício, afetam a minha alma e ela grita: não sou merecedora! Então descubro.... Morri com Ele!

Meu paladar também distingue o sabor doce servido no cálice. Quando degusto, revivo a experiência com a admirável beleza desse amor, a mim apresentado. Meu espírito vivificado e minha alma em contentamento se mostram satisfeitos, pois experimentaram a glória desse amor. Percebo que recebi vida. Ressuscitei com Ele!!

O vinho tinto, cor de sangue, no cálice, anuncia a morte geradora da vida em mim, porque torna possível um relacionamento no estágio mais intenso de tornar-me um, com aquele que se entregou num sacrifício de amor. Então...vivo com Ele!

Quão bom e quão suave é desfrutar desse momento de celebração, com  pessoas que, semelhantemente, se deixam envolver pelo mais sublime evento, a ceia. Memorial que anuncia a morte, até que nos encontremos com o autor da vida. Esse é o cálice da Nova Aliança, efetuada por Cristo Jesus.

 Nelma Silva.