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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Por onde anda seu pensamento?

 


Envolver nosso pensamento em busca do que esperamos, é estar atento a tudo que nos cerca. Dessa forma, faremos uma boa leitura da realidade e nos posicionaremos corretamente ao percebermos os sinais que apontam para a sua chegada.

Lembro-me de Jesus falando à multidão: 

...Não conheceis os SINAIS DOS TEMPOS?”. Mateus 16:3b

Nessa pergunta, percebo uma afirmação: vocês não estão sabendo se situar no tempo presente, o futuro é agora. Jesus estava ali, cumprindo uma promessa do Pai, todos O viam, mas não estavam discernindo a chegada dEle, o Messias. Estavam vivendo aquele momento sem tomar atitudes coerentes com a sua presença, apenas esperando um sinal  para confirmar se era de fato Ele e, então,  mudarem para uma postura sem reserva e desfrutar de tudo o que tinha para oferecer. 

O distanciamento das coisas espirituais comprometeu a percepção deles. Não houve discernimento, assim, não o identificaram. Suas virtudes não foram vistas com clareza (A multidão era Israelita, sabia de Sua vinda). Você já percebeu o que chegou de Deus para você, ou está desatento,  com o coração enfraquecido de tanto esperar e, até duvidando, que o Messias esteja aqui? Os sinais estão aí, veja! Ele veio, creia!

Há, na vida do cristão, a necessidade de discernimento. Discernir é o ato de observar cuidadosamente tudo que nos cerca, avaliando as circunstâncias, nas quais estamos inseridos, julgando bem todas as coisas e, assim, agir conforme a realidade pede. O homem espiritual sabe discernir todas as coisas, diz a Palavra de Deus. Há muitos cristãos que não discernem o tempo, porque não discernem a  si mesmos, quem são, nem realidade eterna, nem na realidade terrena. Assim, vivem sem perceber os sinais da presença de Jesus e não desfrutam do que Ele trouxe. Apenas seguem com a multidão.

A multidão esperava um Messias político, porque a sua forma de pensar estava mais envolvida com a sociedade. E nós, o que  estamos esperando de Jesus? Algo que se enquadre aos nossos padrões? Onde está fixado nosso pensamento? O modo de pensar dos israelitas não permitiu que eles vissem a Jesus como o Messias. É dessa forma que o cidadão terreno pensa, desconsiderando o espiritual, a soberania de Deus, porque não encontra uma sequência lógica, nem aquilo que possa ser  considerado um caminho a percorrer. Os homens comuns cogitam sobre as coisas terrenas, querendo julgar as espirituais. Não dá certo.

Podemos ver pelo menos duas coisas que confundiram a visão terrena, a primeira: na linhagem de Jesus há uma ex-prostituta e a outra, é que Jesus nasceu da tribo de Judá e não da, de Levi, de onde saíam os sacerdotes.  Assim, Deus faz como quer, para transtornar aqueles que pensam que sabem. Portanto, devemos esperar com o nosso pensamento fixado nas coisas que são do alto e na soberania de Deus, porque, do mesmo modo que  não sabemos como se formam os ossos do bebê no ventre de sua mãe  e nem sabemos o caminho dos ventos, assim também não sabemos como Deus faz todas as coisas. Eclesiastes 11:5 

Que tempo é este e quem sou eu nesse tempo? Somos filhos de Deus e, por conseguinte, esperamos n'Ele, pois Ele faz o que prometeu, mas faz do seu jeito e tem a expectativa de que saibamos discernir nesse tempo a sua presença, ver e viver seus favores e percebê-los agora.  Porque Ele veio demonstrando que é fiel no que promete. Ou você não percebe a sua vinda? Desfrute do que Ele trouxe para esse seu tempo,  situe-se n'Ele.

Que o nosso pensamento esteja firmado na esperança dada por Ele, nossa postura demonstre que estamos atentos aos sinais e por isso vivemos o presente como tempo oportuno para declarar: o Messias veio e está aqui, cumprindo sua promessa, eu espero n'Ele.

Os anos passam e nós permanecemos vivendo o melhor de Deus no tempo presente: Jesus! A garantia da nossa esperança.

Você já se situou nesse tempo? Jesus veio e espera que você o reconheça e ande com Ele. Desfrute da sua vinda. 

Que em 2021, o nosso pensamento esteja voltado mais para as coisas que são do alto e, assim, desfrutemos o melhor daquilo que Deus nos deu:  Jesus.


Nelma Silva

domingo, 20 de dezembro de 2020

Última ceia de 2020!

Hoje foi realizada a última ceia do ano e foi reunido um bom número de pessoas, respeitando o distanciamento entre as mesmas. No primeiro momento, o grupo participou do louvor, seguido de oportunidades de testemunhos e a mensagem para a celebração da ceia! 

Ao término do culto, tivemos um coffee break delicioso, organizado pela dupla do irmão Tadeu e Lúcia. 

Louvado seja Deus!!!














sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Implicações de ser família de Deus.


Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus.
(Ef 2:19)

O que significa ser da família de Deus? Pertencer à família de Deus é algo muito especial. O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Efésios diz, àquela igreja, que era gentílica, que eles não eram mais estrangeiros, nem peregrinos, mas  são da família de Deus. Essa verdade também se aplica a nós que somos a igreja de Cristo. Fomos adotados com grande amor e temos um pai amoroso e, consequentemente, cuidadoso.

É uma família grande, na qual o pai não admite confusão. O amor é sempre o elo da unidade nessa família. Quem não ama, não pertence a ela.  O sangue do primogênito, que se sacrificou por todos, foi o que possibilitou o vínculo entre o Pai e os irmãos. É uma família  interessante: o Pai conhece cada filho e escolheu, (porque essa é uma família patriarcal) a tarefa para cada um deles e para isso deu dons e habilidades. Realizamo-nos no desenvolvimento desses dons, porque neles reafirmamos o nosso ser.

Essa família tem filhos de todo tipo: os que valorizam o que receberam e se esmeram para fazer o melhor; os que nem se preocupam em saber o que o pai quer; os que sabem mas, não valorizam e fazem de qualquer maneira; os que querem fazer o que o irmão faz e não atenta para o dom que lhe foi dado para o seu verdadeiro trabalho; os que ficam só pedindo ao pai,  esperando os benefícios que Ele pode lhe dar, sem ter o mínimo senso de sua posição enquanto filho do pai generoso, não é obediente e quer usufruir; os que dizem vou fazer e não fazem e os que dizem não vou fazer mas acabam atendendo ao Pai.

Fico pensando em João Batista, um dos que  recebeu dons para realizar a sua tarefa: anunciar a vinda do primogênito e também batizar com água aqueles que cressem e se arrependessem.  A obediência dele lhe fez provar a mais esplêndida experiência -  identificar o Messias. Ele viu, batizou e testificou que Jesus era ( e é) o filho de Deus. Ele não conhecia seu irmão, mas, recebeu a revelação do que fazer para conhecê-lo.

Agir segundo a revelação, deve ser alvo dos filhos. João se dedicou a aprender no deserto  e foi lá que se aproximou mais do Pai. Assim, fundamentou-se  na revelação que recebeu. Ele teve o cuidado de seguir o que já estava posto: não questionou, não trouxe uma ideia nova para acrescentar à revelação e foi obediente.

Nós, filhos da família celestial, precisamos entender com clareza os propósitos de Deus, para experimentarmos o ápice do resultado da nossa tarefa.  Descobri que identificar a presença de Cristo, o irmão mais velho, continua sendo a vontade Pai. À medida que os filhos vão colocando em prática suas tarefas, vão descobrindo  que Jesus está ali com eles e vão se alegrando com a Sua presença. Esse Pai é deveras Bom. Através do primogênito, os filhos adotivos podem usufruir de toda riqueza que Ele tem. Além disso, os filhos adotivos podem contar com a presença do mais velho, que é digno de toda confiança, amigo sem igual e zela pela proteção deles;  além de ter todas as habilidades para o que se fizer necessário. Ser família de Deus assegura bênçãos que enriquecem a existência humana em todas as suas dimensões.


Nelma Silva
13/08/2020

domingo, 9 de agosto de 2020

Culto de Ceia

 Estando em pandemia ou não, precisamos estar sempre na presença do Senhor e prontos para uma nova vida. Hoje foi realizado o culto de Ceia e, respeitando as normas impostas pelo governo, mais uma vez a igreja se reuniu para a celebração. Vejam alguns registros:






segunda-feira, 13 de julho de 2020

O relógio de Deus



No relógio de Deus
Não ouço o tic tac.
No relógio de Deus
O tempo não é dividido.
No relógio de Deus,
Há esperança
No relógio de Deus,
Há tempo para tudo.
É magnífico.
O relógio de Deus,
É tão grande!
Cabe o nosso tempo.
Cabe, nosso tempo dividido,
Segundos, minutos, horas,
Dias, meses e anos
O tempo contado.
O nosso tempo no d'Ele.
O tempo d'Ele, no nosso.
O d'Ele, não faz tic tac
É como se estivesse parado.
Mas, é incrível
Tem tudo controlado.
O relógio de Deus
Não faz tic tac
O relógio de Deus
Faz fé fé fé fé fé
O tic tac nos aflige,
O tempo está passando.
A fé nos estimula:
Já está acontecendo.
Já está determinado.
O nosso amanhã revelará,
O relógio de Deus trabalhou.
E, no nosso tempo, marcou
O tempo de chorar
O tempo de rir
O tempo de plantar
O tempo de colher
O tempo de prantear
O tempo de dançar
O tempo de perder
O tempo de resgatar…
O relógio de Deus não para,
Considera a estação,
Considera a razão,
Ele acerta os ponteiros
Para o controle da emoção.
No som da fé ecoa...
Espera, calma, descansa.
Ele desperta a confiança.
Eu acertei o meu relógio
Pelo relógio de Deus.
De fé em fé, como o tic e tac,
Espero o tempo d'Ele.
Ouvindo o som do relógio d'Ele.
Fé, fé, fé, fé.
Assim vou vivendo.

Nelma Silva

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Bebo do cálice



Celebro a vida! Celebro bebendo do cálice que traz à memória o evento causador da alegria completa. Não é o cálice oferecido numa festa, na qual os convidados se servem à vontade, brindando a passagem de mais um ano, o aniversário de alguém, ou ainda, bodas de casamento. Refiro-me, ao cálice que celebra a vida, vida de verdade, não cronometrada em  dias, meses e anos.

O cálice que tomo não embriaga para a alteração do humor, não leva à fantasia, nem deprime. A dose no cálice abre os olhos do meu entendimento para o que é de fato real. Então, minha alma se alegra e canta.

No interior do cálice, o mais doce e acre sabor. Ao deglutir, eles me comunicam, numa linguagem sensorial, o processo de absorção dos sabores pelo meu corpo. Dessa forma, é a experiência, quando me aproprio da vida e da morte pelo cálice. Mistura em mim o doce e o amargo, torno-me mais forte, porque a celebração resgata a memória de um amor sacrificial, que me atrai pela beleza da doação, e eu recebo a vida.

Quando levanto o cálice, lembro-me  das dores que o amor é capaz de suportar, então, o sabor amargo sobrepuja o doce ao meu paladar. Nesse momento choro, porque conquistada por esse amor, as dores sofridas no sacrifício, afetam a minha alma e ela grita: não sou merecedora! Então descubro.... Morri com Ele!

Meu paladar também distingue o sabor doce servido no cálice. Quando degusto, revivo a experiência com a admirável beleza desse amor, a mim apresentado. Meu espírito vivificado e minha alma em contentamento se mostram satisfeitos, pois experimentaram a glória desse amor. Percebo que recebi vida. Ressuscitei com Ele!!

O vinho tinto, cor de sangue, no cálice, anuncia a morte geradora da vida em mim, porque torna possível um relacionamento no estágio mais intenso de tornar-me um, com aquele que se entregou num sacrifício de amor. Então...vivo com Ele!

Quão bom e quão suave é desfrutar desse momento de celebração, com  pessoas que, semelhantemente, se deixam envolver pelo mais sublime evento, a ceia. Memorial que anuncia a morte, até que nos encontremos com o autor da vida. Esse é o cálice da Nova Aliança, efetuada por Cristo Jesus.

 Nelma Silva.


segunda-feira, 29 de junho de 2020

A boa obra iniciada e aperfeiçoada por Deus até o fim.


“ Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;”  Filipenses 1:6

O apostolo Paulo nos declara que Aquele que começou a boa obra em nós, isto é nos transformar na imagem de Seu Filho Jesus, conforme 2 Coríntios 3:18 “ Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”  irá aperfeiçoá-la até o dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Isso significa que os salvos estão sob a maravilhosa preservação divina. A salvação não está fundamentada em nossas próprias forças ou quaisquer méritos de nossa vontade, mas sobre a obra da graça de Deus segundo o beneplácito de Sua vontade soberana.

Ao louvar a Deus pela vida dos crentes filipenses, o apóstolo Paulo foi quem escreveu: “Estou convencido de que aquele que começou a boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6).

1. Aquele que começou a boa obra

Duas afirmações principais precisam ser esclarecidos no versículo: “Aquele que começou a boa obra”. Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que Aquele que começou a boa obra certamente não é outro se não o próprio Deus. Quem inicia nos indivíduos a obra da salvação não é sua livre vontade, seu poder de escolha, seu livre arbítrio, não!! É Deus por uma ação direta do Santo Espirito no espirito do indivíduo.    

Em segundo lugar, é preciso saber qual é a boa obra que Ele começou. Alguns intérpretes sugerem que a expressão “boa obra” está conectada ao verso anterior quando Paulo fala da cooperação dos filipenses da evangelização (Filipenses 1:5). Então a “boa obra” seria os esforços daqueles crentes que, impelidos pelo Senhor, compartilharam seus recursos para a propagação do Evangelho.

Contudo, a melhor interpretação sem dúvida é aquela que aplica esse texto à salvação e à vida cristã. Isso significa que a boa obra que Deus começou na vida do crente é a obra da salvação – incluindo todas as bênçãos inerentes a ela. Além disso, essa interpretação não exclui totalmente a primeira. Afinal, o verdadeiro engajamento com a proclamação do Evangelho é algo decorrente da salvação operada por Deus no crente.

Portanto, a frase: “Aquele que começou a boa obra” nos ensina uma importa lição: a salvação é obra de Deus; somente d’Ele. A palavra “começou” traduz um verbo grego que significa literalmente “fazer um começo”. Além de Filipenses 1:6, esse verbo aparece somente outra vez no Novo Testamento (Gálatas 3:3). Em ambas as vezes ele se refere à salvação como uma obra que não depende do esforço humano (cf. Gálatas 3:3).

Isso significa dizer que o mesmo Deus que começa a boa obra da salvação na vida do indivíduo não o abandona a própria sorte; ao contrário, Ele continua a trabalhar nele por meio de Seu Santo Espírito. Warren Wiersbe explica que a salvação pode ser compreendida numa obra tripla: 1) a obra que Deus realiza por nós – a salvação em si; 2) a obra que Deus realiza em nós – santificação; 3) a obra que Deus realiza por meio de nós – o serviço.

Então basicamente o versículo que diz: “Aquele que começou a boa obra em vós, vai completá-la até o dia de Cristo” aponta para a segurança eterna do cristão que é preservado pela graça de Deus. É realmente um grande conforto saber que Aquele que começou a boa obra na vida de cada um dos redimidos irá completá-la até o grande dia da volta do Senhor Jesus.

2.A certeza do aperfeiçoamento da boa obra de Deus no crente

Talvez alguém questione: será que Deus irá guardar e aperfeiçoar os redimidos até o fim? Veja que Paulo diz estar “plenamente certo” disso. Ele tem certeza que Deus não deixará inacabada a boa obra que Ele mesmo começou (cf. 1 Coríntios 1:8).

Deus não é como os homens, Deus é imutável. Ele não faz nada pela metade. Ele tem um propósito que ninguém é capaz de frustrar (cf. Jó 42:2). Deus é fiel a Sua Palavra a qual garante a preservação de Seus filhos. Em seu comentário do Novo Testamento, William Hendriksen cita algumas dessas promessas (C.N.T. Efésio e Filipenses, páginas 417 e 418). Ele observa que o ensino bíblico nos fala de:

·         Uma fidelidade que jamais será tirada (Salmos 89:33; 138:8).
·         Uma vida que jamais terá fim (João 3:16).
·         Uma fonte de água que jamais deixará de borbulhar do coração daquele que a bebe (João 4:14).
·         Um dom que jamais será perdido (João 6:37,39).
·         Uma mão da qual a ovelha do bom Pastor jamais será arrebatada (João 10:28).
·         Uma corrente que jamais será partida (Romanos 8:29,30).
·         Um amor do qual jamais nos separaremos (Romanos 8:39).
·         Uma vocação que jamais será cancelada (Romanos 11:29).
·         Um fundamento que jamais será destruído (2 Timóteo 2:19).
·         Uma herança que jamais será desfeita (1 Pedro 1:4,5).

Se Aquele que começou a boa obra a completará, qual é a nossa responsabilidade?

É preciso dizer que a garantia da preservação divina não anula a responsabilidade e a perseverança humanas. É fácil perceber que antes de dizer que Aquele que começou a boa obra nos crentes filipenses também haveria de completá-la, Paulo elogiou o empenho e o trabalho deles em prol da obra de Deus (Filipenses 1:5).

Além do que, no capítulo seguinte o apóstolo coloca essas duas verdades lado a lado de forma ainda mais clara ao dizer: “Assim também operai a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses 2:12,13).

O significado disso é que a boa obra operada por Deus do começo ao fim no crente o capacita para uma vida de serviço em Sua obra. No Reino de Deus não há espaço para ociosidade. Sobre isso, Hendriksen explica que ainda que seja verdade que Deus inicia sua obra para completá-la, também é verdade que, uma vez que Deus tenha começado Sua obra nos homens, estes jamais permanecem como meros instrumentos passivos.

Na boa obra operada por Deus, mediante o poder do Santo Espirito, o entendimento do indivíduo é iluminado, a inclinação de seu coração é transformada quando ele recebe vida espiritual, e seu caráter é moldado à semelhança de Cristo. Concordo com John Gill quando diz que essa operação da graça de Deus na vida do homem o habilita e o qualifica para realizar boas obras, as quais sem a graça ele não poderia fazer. A graça faz do homem uma habitação adequada para Deus, e dá-lhe satisfação pela herança celestial.

Então saber que Aquele que começou a boa obra em nós há completá-la até o dia de Cristo Jesus, jamais deve ser um incentivo à negligência espiritual. Na verdade esse ensino deve nos encorajar a trabalhar ainda mais na causa do Evangelho, sabendo que o próprio Deus é quem está operando em nós a Sua boa obra.
Por: Pr. Itiel Monteiro De Lucena

Teologias da glória e da cruz.


“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1.18)


Alguns pregadores dizem: toda a glória já está presente aqui, basta-nos ainda “falar aleluia”. Não há problema, nenhuma enfermidade insuperável. Tal “triunfalismo” representa a theologia gloria e [teologia da glória], em contradição à theologia crucis [teologia da cruz].

Será que estamos de fato vivendo numa época em que não há mais dor e nenhuma lágrima é mais derramada? Não! Provavelmente cada um de nós já passou por sofrimento e “cruz”. Estamos à mercê de uma dura realidade; contudo, não precisamos andar através do mundo curvados e com rosto entristecido. Afinal, nós temos a alegria e a liberdade que os filhos de Deus podem vivenciar pela fé. 
Apesar disso, o caminho para a glória passa pela cruz, e não o contrário.

No fim dos tempos a igreja será um rebanho pequeno e oprimido. Bem-aventurados serão os vencedores. Haverá condenações, catástrofes e opressão (Mateus 24; Apocalipse). Somente estaremos definitivamente livres de lágrimas e dores quando estivermos na glória, conforme está descrito com palavras grandiosas na Escritura Sagrada (Apocalipse 21–22).

Deveríamos ter sempre em mente o plano de salvação e não devemos mesclar as dispensações. Também na igreja estamos vivenciando uma prévia do reino de Deus, como por exemplo curas e milagres que Deus realiza hoje por ser um Deus maravilhoso; no entanto, essa não é a glória do mundo futuro. Estejamos sóbrios para não sermos afastados da fé por meio de entusiasmo cego!



domingo, 21 de junho de 2020

Amor incondicional



O livro de Oséias apresenta uma história interessante, intrigante, com o objetivo de mostrar o amor de Deus por nós. Esse tema é ilustrado no livro, pelo casamento do profeta Oséias com uma prostituta. Convém destacar que o enfoque da história desse casamento é a infidelidade da esposa no uso da sua liberdade e também o amor incondicional do esposo.

A esposa de Oséias, Gomer, é uma figura de Israel, que foi infiel no seu relacionamento com Deus. O povo israelita abandonou o Deus verdadeiro e, prostituindo-se com outros deuses, enveredou para a idolatria. No contexto cristão, Gomer é a figura da igreja, que, muitas vezes, tem sido a esposa infiel. Absorvida pelos seus próprios interesses e desatenta à voz do seu Senhor, ela tem-se afastado de Deus e praticado a idolatria, quebrando assim um dos princípios da aliança: a fidelidade

A idolatria, na igreja, acontece quando seus membros, envoltos em tantos desafios do cotidiano, deixam de orar, de ler a Palavra e agem estribados em seu próprio entendimento, seguindo uma vida no automático, considerando-se autossuficientes. Ainda que não percebam, por estarem absorvidos pela correria do dia a dia, colocam Deus em segundo plano, confiam na força do seu braço e na sua suposta sabedoria. Ficam despercebidos da Palavra de Cristo, que diz: buscai primeiro o Reino de Deus". Mt 6:33.

Consideramos ainda que a infidelidade é identificada também nas decisões tomadas sem a direção divina. Por elas, se estabelece uma armadilha, levando as pessoas a uma condição de tristeza, cansaço, vergonha, frustração e dor. Como resultado disso, a angústia se apossa do seu pensamento, gerando insatisfação com a sua própria condição, levando-os à reclamação e à murmuração.

A quebra da aliança, mais uma vez, se torna evidente, quando se rompe outro princípio, o da confiança, advinda do desprezo do conhecimento daquele que ama, cuida e tem tudo sob seu controle. Essa atitude se configura um ato de ingratidão, porque ignorou o que já se conhecia do Senhor, resultando no enfraquecimento espiritual e ficando suscetível à destruição, conforme 1 Co 10:10. O esposo foi deixado de lado, menosprezado. Já não existe intimidade.

Na relação entre Oséias e Gomer, a infidelidade sofrida não sufocou o amor do esposo. Ele permaneceu fiel, assim como nosso Deus permanece fiel na aliança feita com o seu povo. Oséias a perdoou e a tomou de volta para mudar sua vida. Da mesma forma, se revela o amor incondicional de Deus. Ele perdoa a nossa infidelidade e nos chama à fidelidade e a prosseguir em conhecê-lo mais intimamente, para que a confiança seja firme e vivamos uma vida de fé e vitória. O amor perdoador sempre nos conduzirá às alturas. Ele nos restaura. Voltemos, pois ao esposo, "conheçamos e prossigamos em conhecê-lo; a sua saída, como a alva, é certa, e Ele a nós virá como chuva, como chuva serôdia que rega a terra. Os 6:03.

Que a nossa relação com Deus seja de amor mútuo, numa busca constante para agradá-lo na observância de sua Palavra. Que Ele seja sempre o nosso marido e nós a esposa fiel.

Nelma Silva

sábado, 20 de junho de 2020

Da bonança à tempestade e vice versa.



No Evangelho de Lucas capitulo 8, versículos vinte e dois a vinte e cinco está registrado que Jesus entrou num barco com os discípulos e disse-lhes: “Vamos atravessar para a outra margem do lago.” Durante a travessia ele adormeceu. Entretanto, levantou-se uma tempestade e um vendaval no lago, o barco começou a meter água e corriam grande perigo. Logo os discípulos foram acordá-lo, gritando: “Mestre, Mestre, estamos quase a morrer!” Levantando-se, ele repreendeu o vento e as vagas e fez-se uma grande calma. 25 Depois perguntou-lhes: “Onde está a vossa fé?” Eles, tomados de medo e admiração, perguntavam uns aos outros: “Mas quem é este que dá ordens aos próprios ventos e à água que lhe obedecem?”

Vivemos dias agradáveis, felizes e de bonanças em toda trajetória de nossas vidas: datas comemorativas, conquistas, vitórias e realizações! Mas, vivemos também dias difíceis, tristes e de tempestades, nestes momentos nos deparamos com os sentimentos de insegurança, derrota e medo.
Não há dificuldades vivermos e nos alegrarmos com os dias agradáveis, felizes e de bonanças. Mas, nos dias difíceis e tristes, muitas vezes, não sabemos como agir, principalmente quando a situação está além de nosso controle, quando nos sentimos impotentes e sem perspectiva alguma.

Observemos que alguns discípulos de Jesus eram pescadores, portanto, estavam acostumados a vida no mar. Mas o texto bíblico nos informa que todos ficaram com medo em meio a tempestade, pois, o barco estava prestes a naufraga. Daí correram até Jesus clamando por socorro. Prontamente o Senhor Jesus os atendeu repreendeu o vento e a fúria do mar, cessando a tempestade e vindo a bonança de volta.

Que bom que Jesus estava ali pronto a concorrê-los! Que bom que Jesus está sempre por perto quando clamamos a ele por socorro, confiando que ele tem a solução! E ele tem, certamente, pois, ele é Deus. Deus gracioso, amoroso e misericordioso. Tudo e todos obedecem as suas ordens.           

Estamos acostumados a receber muitas bênçãos da parte de nosso Deus, e, quando somos alcançados pelas dificuldades, nossa vida se torna um caos! Como é difícil suportar esses momentos! Esquecemo-nos que as provas, lutas ou dificuldades nos sobrevêm por diversas razões. Podem advir em consequência de ações (omissões) ou atitudes tomadas; oportunidades dadas por Deus com o objetivo de nos abençoar ou simplesmente em virtude de estarmos no mundo! Afinal, não foi em vão que o Senhor Jesus nos disse: "...no mundo tereis aflição..." Ser cristão não significa estar livre das lutas e problemas. Significa que, mesmo em meio às lutas e dificuldades, o Senhor está conosco e nos dá condições de lutarmos e sairmos vencedores! Precisamos estar conscientes de que O Senhor está conosco TODOS OS DIAS. Assim, devemos perseverar (confiar, ficar firme, não desistir) e procurar tirar lições das situações em que nos encontramos.Com certeza aprenderemos muita coisa e, quando no final alcançarmos a vitória, saberemos aproveitá-la em toda a sua plenitude, pois ela (a vitória) é o resultado da nossa perseverança em Deus e no Seu Poder.

Concluindo; enquanto estivermos no mundo devemos estar conscientes que a nossa vida pode sair da bonança para a tempestade em frações de minutos, mas que o Senhor tem poder de fazer a tempestade cessar e a bonança voltar também em frações de minutos.  
 "Vós, os que temeis ao SENHOR, confiai no SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo." Salmo 115.11

Pr. Itiel Monteiro de Lucena

domingo, 14 de junho de 2020

Deus cuida de nós!



O Salmo 94, versículo 19 diz: “Multiplicando-se dentro de mim os meus cuidados, as tuas consolações reanimaram a minha alma.
A tradução mais recente diz assim: “Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o teu consolo trouxe alívio à minha alma”.
A palavra cuidados neste versículo significa: preocupações, insegurança, inquietações e ansiedades. Lá no Éden, jardim de Deus Adão e Eva não conheciam esses sentimentos. A comunhão perfeita com Deus os mantinha em total segurança. Não havia cuidados neste sentido. Porém, ao pecarem a comunhão perfeita com Deus foi rompida o que trouxe aos nossos primeiros pais insegurança, inquietação, preocupação e ansiedade.
Portanto, a descendência Adâmica herdou esses sentimentos. Sentimentos que tem sido a marca da geração hodierna. O pecado tem se avolumado na terra e com ele suas consequências desastrosas. 
O distanciamento de Deus e dos seus princípios e valores tem contribuído e muito para que a sociedade hodierna viva sob constante julgo da insegurança e consequentemente de seus efeitos inquietação, preocupação e ansiedade.
O salmista nos apresenta um antidoto contra todos esses sentimentos. Ele declara que seus cuidados eram aliviados pelas consolações do Senhor na sua alma.
Os dias atuais estão sendo marcados pela insegurança quanto ao presente e futuro, a humanidade está perplexa diante dos últimos acontecimentos e temendo quanto ao que ainda estar porvir.  
No entanto, devemos nos inspirar no salmista e confiar no consolo de Deus. Encontramos na palavra de Deus o conforto que precisamos para prosseguirmos animados e confiantes nas promessas do Senhor:
1. Deus cuida dos seus em meio as adversidades – “O Senhor cuida da vida dos íntegros e a herança deles permanecerá para sempre. Em tempos de adversidade não ficarão decepcionados; em dias de fome desfrutarão fartura.  Salmos 37:18-19
2. Deus deseja que compartilhemos com Ele nossas necessidades – “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” 1 Pedro 5:7
3. O Senhor nos fortalece – “O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças. O Senhor é a força do seu povo, a fortaleza que salva o seu ungido. Salva o teu povo e abençoa a tua herança! Cuida deles como o seu pastor e conduze-os para sempre.”  Salmos 28:7-9
4. Jesus está voltando – “O Soberano, o Senhor, vem com poder! Com seu braço forte ele governa. A sua recompensa com ele está, e seu galardão o acompanha. Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias. Isaías 40:10-11.

  
Que Deus esteja na vossa frente para vos mostrar o caminho certo.
Esteja ao vosso lado, para vos abraçar e proteger.
Esteja atrás de vós, para vos salvar de pessoas falsas...
Esteja debaixo de vós, para vos amparar quando cairdes
E para vos livrar das armadilhas...
Esteja dentro de vós, para vos consolar quando estiverdes tristes...
Esteja ao redor de vós, para vos defender quando os outros vos atacarem...
Esteja sobre vós, para vos abençoar sempre.

O Senhor vos abençoe e vos guarde. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre vós, e tenha misericórdia de vós. O Senhor sobre vós levante o seu rosto e vos dê a paz.

Fraternal abraço a todos!
Pr Itiel Lucena

Dia do Pastor!


“Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”  Hebreus 13.7 e 17

O nosso pastor Itiel é muito especial! Dedicado e interessado no desenvolvimento espiritual de suas ovelhas; se preocupa e cuida de cada uma individualmente, e não apenas no grupo; e, mesmo estando distante de nós, por necessidades extremas, se preocupa com o estado de seu rebanho, dando toda atenção e carinho, enviando mensagens no grupo virtual da igreja, sem esquecer também de enviar para nós uma mensagem/reflexão para serem compartilhadas nos cultos.

Deus te abençoe, pastor Itiel!!!
Nós te amamos

segunda-feira, 1 de junho de 2020

A confiança em Deus nos renova.



Confiai no Senhor perpetuamente, porque o Senhor Deus é uma rocha eterna “Isaías 26.4
A maior parte dos conflitos que o ser humano tem, é elaborada primeiro na mente. Chamamo-los de conflitos emocionais, desordem de crise de identidade e de outras mil maneiras.

No Uruguai usam uma frase dizendo: “é o mesmo cachorro com coleiras diferentes!” Isso significa que, embora troquem as aparências e formas de expressar esses conflitos, a origem segue sendo a mesma: desordem na vida interior! Para ter paz interior é preciso perseverar em bons pensamentos. Vemos assim algum sentido no dito popular de que “somos o que pensamos”.

Precisamos elaborar pensamentos de paz e também praticá-los constantemente texto bíblico acima nos anima a “confiar no Senhor continuamente” sem desistir ou desanimar.

A confiança está vinculada à nossa fé de que Deus é a nossa fortaleza. Assim, mesmo quando passarmos por provas difíceis ou atravessarmos vales “de sombra e de morte”, estaremos arraigados na rocha eterna - que é nosso Deus. Sabemos que, com Ele, seremos vitoriosos.

Essa confiança nos dá forças para prosseguir. Dá-nos coragem e impulsiona-nos a pensarmos de forma firme e positiva, Com essa confiança em Deus, não há espaço para conflitos interiores ou desordem de pensamentos.
Pensamos nas bênçãos celestiais já recebidas e nas promessas bíblicas que ainda estão por cumprir. Confiemos no Senhor continuamente e vivamos felizes desfrutando de Suas bênçãos diárias!

Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”
Isaías 40.31

Pr Itiel Lucena


quinta-feira, 21 de maio de 2020

Parece paradoxal


Tempo… Tenho refletido nesses últimos dias sobre o tempo que estamos vivendo e o papel da igreja inserida nele.

A igreja nesse tempo cronológico é acompanhada e provada num exercício de fé. Vale salientar que essa aprovação ou reprovação não é, exclusivamente, vinda do outro, mas de si mesma.
Jesus evidencia com clareza de onde deve vir nossa avaliação: examine-se, pois, o homem a si mesmo (I Co 11:28). Depois do exame Ele convida a ser um com Ele: então coma do meu corpo e beba do meu sangue.
A aprovação ou reprovação do outro é baseada apenas no que é aparente e, por isso, são falíveis. De igual modo, as instituições cristãs são falíveis em seu julgamento, por causa do que é aparente. As pessoas que fazem parte dela têm aparência de moralidade e de julgamento justo, no entanto, só Deus e elas mesmas sabem.
Quando escrevo, não escrevo para os que apenas fazem parte de instituições cristãs, mas para os que de fato são cristãos, porque esses eu sei que entenderão o que escrevo.
Estar em casa nunca foi perigo para os cristãos. Sem congregar estão longe do julgamento da congregação quando cantam, oram, ajudam, abraçam, amam, toleram, quando são amáveis, bondosos... Porém, o julgamento é mais fidedigno quando examinam a si mesmos e são provados no exercício de sua fé em casa, pois é nela que expressamos verdadeiramente todo o nosso ser, ou seja, é bem mais real o lar, o dia a dia em casa.
A congregação pode, muitas vezes, ser o refúgio de si mesma quando nela o reconhecimento, o elogio e o amor pode ser pelo que é aparente, consequentemente, torna-se mais fácil a aprovação.
A igreja em casa é perigo para a população, pois é das instituições cristãs que se recebe o socorro cuja realidade social e econômica usurpa dela, como também, vale ressaltar, que é da igreja que se recebe a palavra da salvação.
Entenda, a igreja, nesse tempo cronológico, é o socorro para as nações, é o sal da terra e a luz do mundo. Logo, é necessário e de grande relevância manter as instituições cristãs abertas, mesmo que as crises e problemas advindos delas nos mostrem a falibilidade humana e a incapacidade de amar como Cristo.
A igreja deve se empenhar em expor a falibilidade humana e pecados contidos nela e também anunciar por meio dela o grande poder que emana do amor de Cristo.
Parece paradoxal a incapacidade do homem manter-se firme diante do legado deixado por Cristo quando provocam crises e problemas nas instituições cristãs (inclusive a família) e ao mesmo tempo por meio delas manter viva a história da Cruz.
Ser Cristão no tempo presente é buscar na história de Cristo aquilo que foge à lógica humana. Diante dEle a tristeza salta de alegria; a doação traz acréscimo e a humilhação traz exaltação.
Pertencer a Cristo é examinar a si mesmo diante da realidade; é observar ao redor e não se deixar levar pelo que é aparente; é servir com sabedoria e, sobretudo, é amar!

Autoria: Nelma Silva

domingo, 10 de maio de 2020

Aniversário do Sr. José - 92 anos

Hoje foi comemorado conosco mais um ano de vida do pai da irmã Jaidê, que completou 92 aninhos. É muita experiência!!!
Seguem alguns registros com ele e a igreja.







Os riscos de acumular tesouros na terra




O coração pode ser dominado por eles

Jesus disse que onde estiver nosso tesouro ai estará nosso coração. O grande risco de possuirmos tesouro na terra consiste no fato de ser muito difícil os tesouros da terra não sufocar os tesouros celestiais. Geralmente tesouro é fruto de grande labuta, esforço e dedicação. Jesus disse que não é possível servir a dois senhores. Ao servimos a dois senhores haveremos de nos dedicarmos mais um do que ao outro. Ao nos dedicarmos aos tesouros na terra deixamos de construir tesouros nos céus.

Os tesouros terrestres passam.

1. Jesus disse que havia três problemas específicos com tesouros terrenos.
Traças, ferrugem, e os ladrões.
2. Se os nossos tesouros estão sobre a terra, podemos ter certeza de uma coisa: Nós vamos perdê-los!
3. Não há nenhuma maneira de nós podermos preservá-los para nós mesmos.
4. O que as traças e a ferrugem não destroem, os ladrões vão roubar!
5. "Porque nada temos trazido para este mundo, e é certo que nada podemos levar dele." 1 Timóteo 6:7
6. Alguém disse que invejava um homem porque ele morreu um milionário... mas quando ele morreu, seus milhões não morreu com ele, alguém ficou para apreciá-los.
Tesouros terrestres não satisfazem.
1. Nós ansiamos por algo, e no momento em que chegamos lá é uma sensação de decepção.
2. Você quer verificação isso?
3. Olhe em seu armário...
4. Procure na caixa de brinquedos de seus filhos...
5. Olhe em seu quartinho da bagunça...
6. Olhe para o número de coisas que você não usa...
3. Um homem sentou-se em frente a uma mulher que era uma fumante inveterada.
a. Ela acendeu um cigarro atrás do outro, até que a embalagem estivesse vazia.
b. Ela amassou o pacote e jogou-o no chão.
c. Do outro lado da frente do pacote leu as palavras: O Gosto que satisfaz!
4. O problema com tesouros terrenos é que eles não duram e que não satisfazem!

Por que não devemos nos preocupar?

1. Porque as preocupações são desnecessárias
Não estamos expostos ao destino cruel, nem entregues ao acaso. Pelo contrário, está escrito que Ele – por amor do Seu nome – nos guia pelas veredas da justiça (Sl 23.3).

Quando Rute procurou ansiosamente um campo de cereal maduro para poder sobreviver com sua sogra, está escrito: "Por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz" (Rt 2.3). Isso foi mero acaso, ou foi o Senhor que a dirigiu? Quando Rute voltou para sua sogra Noemi com batante cevada e lhe contou tudo, será que ela disse: "Oh, que coincidência!"? Não, ela sabia muito bem que isso fora o cuidado de Deus por elas e se regozijou, dizendo: "Bendito seja ele (Boaz) do Senhor, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos" (v. 20). A graça e o fiel cuidado de Deus estavam por detrás da vida dessas duas mulheres.

2. Porque as preocupações não adiantam
De maneira nenhuma elas são capazes de solucionar algum problema. Certa vez, alguém disse: "As preocupações nunca eliminam as dores do futuro, mas acabam com o poder do presente." Com preocupações não podemos prolongar nossa vida (Mt 6.27).

3. Preocupações são nocivas
Li recentemente que as enfermidades psicossomáticas têm aumentado muito. Muitas úlceras, problemas cardíacos e outras doenças têm sua origem nas preocupações. Elas provocam tensões, mau humor e nervosismo.

4. Preocupações nos tiram a liberdade
Corrie ten Boom disse: "Provavelmente as preocupações são nossos carcereiros mais constantes."

5. Preocupações são pecado
A Bíblia diz: "tudo o que não provém de fé é pecado" (Rm 14.23b). Preocupações põem em dúvida a sabedoria e o poder de Deus. Elas insinuam que Ele não age, que não se importa conosco e que não se interessa por nós.

A cruz – expressão máxima da preocupação de Deus conosco
A cruz do Calvário é o lugar onde podemos descarregar todas as nossa ansiedades e preocupações, todos os pecados, todas as aflições. A cruz é a maior prova do cuidado de Deus por nós, ali temos ajuda. Justamente na cruz, o Senhor nos mostra o quanto está preocupado conosco. Está escrito em João 19.25-27: "E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa." Até em meio ao Seu próprio sofrimento, quando estava dependurado na cruz, cheio de dores, o Senhor se preocupou com Sua mãe e com Seu discípulo João. Que maravilhoso exemplo do amor e do cuidado de Deus!

Devemos levar todas as nossas preocupações até a cruz; nesse sentido, Paulo também nos diz: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças" (Fp 4.6).

Assim como não devemos nos preocupar por "coisa alguma", devemos fazer conhecidas "em tudo" as nossas petições a Deus, com ações de graça. "Em tudo" significa que não existem coisas, por mais pequeninas ou maiores que sejam, pelas quais não devêssemos orar. Não deveríamos administrar algumas coisas por nossas próprias forças, deixando outras por conta de Deus. Nosso Pai celeste tem poder para resolver todos os nossos problemas.
Conclusão:
Devemos orar e suplicar "com ações de graça". Devemos agradecer ao Senhor por benefícios já recebidos e agradecer no presente pela certeza dos benefícios futuros. "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito" (1 Jo 5.14-15).

(Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)