Tempo… Tenho
refletido nesses últimos dias sobre o tempo que estamos vivendo e o papel da
igreja inserida nele.
A igreja nesse
tempo cronológico é acompanhada e provada num exercício de fé. Vale salientar
que essa aprovação ou reprovação não é, exclusivamente, vinda do outro, mas de si
mesma.
Jesus evidencia
com clareza de onde deve vir nossa avaliação: examine-se, pois, o homem a si
mesmo (I Co 11:28). Depois do exame Ele convida a ser um com Ele: então coma do
meu corpo e beba do meu sangue.
A aprovação ou
reprovação do outro é baseada apenas no que é aparente e, por isso, são falíveis.
De igual modo, as instituições cristãs são falíveis em seu julgamento, por causa
do que é aparente. As pessoas que fazem parte dela têm aparência de moralidade
e de julgamento justo, no entanto, só Deus e elas mesmas sabem.
Quando escrevo,
não escrevo para os que apenas fazem parte de instituições cristãs, mas para os
que de fato são cristãos, porque esses eu sei que entenderão o que escrevo.
Estar em casa
nunca foi perigo para os cristãos. Sem congregar estão longe do julgamento da
congregação quando cantam, oram, ajudam, abraçam, amam, toleram, quando são amáveis,
bondosos... Porém, o julgamento é mais fidedigno quando examinam a si mesmos e
são provados no exercício de sua fé em casa, pois é nela que expressamos verdadeiramente
todo o nosso ser, ou seja, é bem mais real o lar, o dia a dia em casa.
A congregação
pode, muitas vezes, ser o refúgio de si mesma quando nela o reconhecimento, o
elogio e o amor pode ser pelo que é aparente, consequentemente, torna-se mais
fácil a aprovação.
A igreja em casa
é perigo para a população, pois é das instituições cristãs que se recebe o socorro
cuja realidade social e econômica usurpa dela, como também, vale ressaltar, que
é da igreja que se recebe a palavra da salvação.
Entenda, a
igreja, nesse tempo cronológico, é o socorro para as nações, é o sal da terra e
a luz do mundo. Logo, é necessário e de grande relevância manter as
instituições cristãs abertas, mesmo que as crises e problemas advindos delas
nos mostrem a falibilidade humana e a incapacidade de amar como Cristo.
A igreja deve se
empenhar em expor a falibilidade humana e pecados contidos nela e também
anunciar por meio dela o grande poder que emana do amor de Cristo.
Parece paradoxal
a incapacidade do homem manter-se firme diante do legado deixado por Cristo
quando provocam crises e problemas nas instituições cristãs (inclusive a
família) e ao mesmo tempo por meio delas manter viva a história da Cruz.
Ser Cristão no
tempo presente é buscar na história de Cristo aquilo que foge à lógica humana.
Diante dEle a tristeza salta de alegria; a doação traz acréscimo e a humilhação
traz exaltação.
Pertencer a
Cristo é examinar a si mesmo diante da realidade; é observar ao redor e não se deixar
levar pelo que é aparente; é servir com sabedoria e, sobretudo, é amar!
Autoria: Nelma Silva






