“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1.18)
Alguns pregadores dizem: toda a glória já está presente
aqui, basta-nos ainda “falar aleluia”. Não há problema, nenhuma enfermidade
insuperável. Tal “triunfalismo” representa a theologia gloria e [teologia da
glória], em contradição à theologia crucis [teologia da cruz].
Será que estamos de fato vivendo numa época em que não há
mais dor e nenhuma lágrima é mais derramada? Não! Provavelmente cada um de nós
já passou por sofrimento e “cruz”. Estamos à mercê de uma dura realidade;
contudo, não precisamos andar através do mundo curvados e com rosto
entristecido. Afinal, nós temos a alegria e a liberdade que os filhos de Deus
podem vivenciar pela fé.
Apesar disso, o caminho para a glória passa pela cruz,
e não o contrário.
No fim dos tempos a igreja será um rebanho pequeno e
oprimido. Bem-aventurados serão os vencedores. Haverá condenações, catástrofes
e opressão (Mateus 24; Apocalipse). Somente estaremos definitivamente livres de
lágrimas e dores quando estivermos na glória, conforme está descrito com
palavras grandiosas na Escritura Sagrada (Apocalipse 21–22).
Deveríamos ter sempre em mente o plano de salvação e não
devemos mesclar as dispensações. Também na igreja estamos vivenciando uma
prévia do reino de Deus, como por exemplo curas e milagres que Deus realiza hoje
por ser um Deus maravilhoso; no entanto, essa não é a glória do mundo futuro.
Estejamos sóbrios para não sermos afastados da fé por meio de entusiasmo cego!
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