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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Parece paradoxal


Tempo… Tenho refletido nesses últimos dias sobre o tempo que estamos vivendo e o papel da igreja inserida nele.

A igreja nesse tempo cronológico é acompanhada e provada num exercício de fé. Vale salientar que essa aprovação ou reprovação não é, exclusivamente, vinda do outro, mas de si mesma.
Jesus evidencia com clareza de onde deve vir nossa avaliação: examine-se, pois, o homem a si mesmo (I Co 11:28). Depois do exame Ele convida a ser um com Ele: então coma do meu corpo e beba do meu sangue.
A aprovação ou reprovação do outro é baseada apenas no que é aparente e, por isso, são falíveis. De igual modo, as instituições cristãs são falíveis em seu julgamento, por causa do que é aparente. As pessoas que fazem parte dela têm aparência de moralidade e de julgamento justo, no entanto, só Deus e elas mesmas sabem.
Quando escrevo, não escrevo para os que apenas fazem parte de instituições cristãs, mas para os que de fato são cristãos, porque esses eu sei que entenderão o que escrevo.
Estar em casa nunca foi perigo para os cristãos. Sem congregar estão longe do julgamento da congregação quando cantam, oram, ajudam, abraçam, amam, toleram, quando são amáveis, bondosos... Porém, o julgamento é mais fidedigno quando examinam a si mesmos e são provados no exercício de sua fé em casa, pois é nela que expressamos verdadeiramente todo o nosso ser, ou seja, é bem mais real o lar, o dia a dia em casa.
A congregação pode, muitas vezes, ser o refúgio de si mesma quando nela o reconhecimento, o elogio e o amor pode ser pelo que é aparente, consequentemente, torna-se mais fácil a aprovação.
A igreja em casa é perigo para a população, pois é das instituições cristãs que se recebe o socorro cuja realidade social e econômica usurpa dela, como também, vale ressaltar, que é da igreja que se recebe a palavra da salvação.
Entenda, a igreja, nesse tempo cronológico, é o socorro para as nações, é o sal da terra e a luz do mundo. Logo, é necessário e de grande relevância manter as instituições cristãs abertas, mesmo que as crises e problemas advindos delas nos mostrem a falibilidade humana e a incapacidade de amar como Cristo.
A igreja deve se empenhar em expor a falibilidade humana e pecados contidos nela e também anunciar por meio dela o grande poder que emana do amor de Cristo.
Parece paradoxal a incapacidade do homem manter-se firme diante do legado deixado por Cristo quando provocam crises e problemas nas instituições cristãs (inclusive a família) e ao mesmo tempo por meio delas manter viva a história da Cruz.
Ser Cristão no tempo presente é buscar na história de Cristo aquilo que foge à lógica humana. Diante dEle a tristeza salta de alegria; a doação traz acréscimo e a humilhação traz exaltação.
Pertencer a Cristo é examinar a si mesmo diante da realidade; é observar ao redor e não se deixar levar pelo que é aparente; é servir com sabedoria e, sobretudo, é amar!

Autoria: Nelma Silva

2 comentários:

  1. Bem apropriado a sua reflexão e nos
    Lembra que a cada dia temos que fazer um auto exame do cristão que Samos e não podemos deixar de congregar,pois é lá que recebemos o alimento espiritual, a cura e exercermos com os nossos irmãos em Cristo tb o amor.

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  2. Será que estamos dispostos a fazer esse "examine a si mesmo"?! Esse exercício de introspecção é muito valioso, porém muito difícil porque pode nos confrontar com práticas indevidas, embora tentemos vivenciar a piedade cristã. Precisamos marcar a existência da igreja no mundo com a autenticidade que emana do compromisso de sermos "a noiva" de Jesus, ornada de adoração a Deus e amor genuíno pelo próximo! Deus nos ajude!

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