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terça-feira, 9 de maio de 2017

O julgamento do crente no Tribunal de Cristo - Pr Itiel Lucena



“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.” (2Co 5.10)

Introdução

A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas “ante o tribunal de Cristo”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.

I. O que a Bíblia diz  sobre o julgamento dos crentes.

1.O  julgamento, não é para sua salvação, ou condenação. É um julgamento de obras.
Jo 5.24; Jo 11.25,26; Rm  3.21-31 ; Rm 5.1 ; Rm 8.1-3;      
                  
(2) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; 1Co 3.12-15; 2Co 5.10; ver Ec 12.14 nota).

(3) Esse julgamento ocorrerá quando Cristo vier buscar a sua igreja (ver Jo 14.3 nota; cf. 1Ts 4.14-17).

(4)O juiz desse julgamento é Cristo (Jo 5.22, cf. “todo o juízo”; 2Tm 4.8, cf. “Juiz”).

(5) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1Co 3.15; cf. 2 Jo 8); de ficar envergonhado diante dEle “na sua vinda” (1Jo 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida 1Co 3.13-15).

(6) Tudo será conhecido. A palavra “comparecer” (gr. phaneroo, 5.10) significa “tornar conhecido aberta ou publicamente”. Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade, (a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16), (b) nosso caráter (Rm 2.5-11), (c) nossas palavras (Mt 12.36,37), (d) nossas boas obras (Ef 6.8), (e) nossas atitudes (Mt 5.22), (f) nossos motivos (1Co 4.5), (g) nossa falta de amor (Cl 3.23—4.1) e (h) nosso trabalho e ministério (1Co 3.13).

(7) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus (Mt 25.21-23; 1Co 4.2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).

(8) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer” (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; 1Co 3.15; 2Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por Deus e por Ele recompensados (Hb 6.10): “cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer” (Ef 6.8).

(9) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1Jo 2.28), aprovação divina (Mt 25.21), tarefas e autoridade (Mt 25.14-30), posição (Mt 5.19; 19.30), recompensa (1Co 3.12-14; Fp 3.14; 2Tm 4.8) e honra (Rm 2.10; cf. 1Pe 1.7)

II. Atitudes do crente em relação ao conhecimento do julgamento

A perspectiva de um julgamento do crente deve:
a)  aperfeiçoar neste o temor do Senhor (5.11; Fp 2.12; 1Pe 1.17), e
b) levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1Pe 4.5, 7),
c) levá-lo a viver em santa conduta e piedade (2Pe 3.11). e
d) Levá-lo a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; cf. 2Tm 1.16-18).

Conclusão:
O julgamento do crente no tribunal de Cristo será um julgamento das obras praticadas, especialmente, será levada em conta a motivação exata do seu coração no serviço ao seu Senhor e Mestre “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. ( 1Co 10.31); “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”(1 Co 15.58)

Autor: Pr Itiel Lucena

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